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  • GISELLE MENDOZA

Quando um Bebê Chega ao Mundo


Eu estava aqui pensando... O que será que meus clientes gostariam de ver no blog? Daí parei pra pensar e fazendo as minhas continhas. Percebi que mais de 50% são futuras mamães querendo ensaios de gestante ou dos futuros bebês que irão chegar. E sobre o que elas precisam saber? Sobre bebês, claro!


Bom, eu trabalho com eles, aprendi truques para acalmar, sei manipular, mas nunca passei pela experiência de ser mãe. Então para ajudar as marinheiras de primeira viagem, resolvi pedir ajuda a alguns amigos que passaram por essa experiência a pouco tempo e juntei algumas confissões (achei importante ver o lado masculino também).

A minha questão foi: O que mudou?


A Ju é a mãe da Sofia. Sofia tem 6 anos e a Ju deu sua opinião de quem já tem um pouquinho mais de rotina:

"De positivo foi que eu não sabia que tinha essa capacidade tão grande de amar e cuidar. De negativo, não sou sozinha, Tudo que faço ou quero, tenho que incluí-la..."


A Nath é a mãe da Helena que tem 3 anos de idade:

"Depois que Helena nasceu, passei a ter medo. Uma coisa que não sentia antes. Sempre gostei de aventuras, coisas perigosas e adrenalina na veia. Mas quando a Helena nasceu, passei a ter medo. Medo de me arriscar e não estar presente na vida dela. Medo de morrer, de perder emprego, de mudanças. Medo dela sofrer, de ficar doente, de não poder protege-la do mundo. De modo geral, acho que o que mais mudou em mim foi isso. Passei a saber o que é o maior amor do mundo, mas junto, passei a ter medo."

"Ser mãe são sucessões de anulações. Você se anula como pessoa, como mulher, você não tem mais vontades, você come quando dá, penteia o cabelo dia sim dia não. É muito difícil, mas vale o esforço e como a natureza é sábia, esquecemos rapidamente, lembrando só dos sorrisos e gargalhadas. Esquecemos as noites mal dormidas, do seio rachado, da cicatriz da cesárea. Tudo passa!"


A Thaís é a mãe da Elis que tem quase 1 aninho. Elis nasceu com um probleminha no coração que foi detectado ainda na barriguinha, e com isso, teve que passar por uma cirurgia logo após o nascimento:

"Foram mudanças físicas e emocionais. Mas o que mais mudou, foi a minha forma de ver o mundo." "Parece ser uma coisa vaga dizer isso, mas antes eu tinha minhas dúvidas em colocar ou não alguém aqui nesse planeta. Algumas vezes eu achava até uma certa maldade trazer alguém para um mundo que está tão cinza, onde os valores estão distorcidos e onde há tanta violência. Mas ela acabou vindo e nos escolheu para sermos pais dela e ela já chegou no mundo transformando muitas coisas."

"Devido a internação e cirurgia que ela teve que passar logo que nasceu, eu me vi no meio de uma circunstância que ninguém que passar e que a gente pensa que nunca vai acontecer logo com a gente. Mas no meio de tudo isso, eu passei a olhar todas as pequenas coisas com um olhar diferente e passei a ver como tem gente boa no mundo. Gente que vem de muito longe, de ônibus, trabalhar horas a fio no hospital, fazendo o que ama, mas sob pressão e com uma baita responsabilidade nas costas.

Eu vi que tem muita gente que ama o próximo e que se esforça demais para que a vida exista.

Eu, que já tinha perdido a fé nas pessoas, por ser veterinária e por ter visto tantos e tantos maus tratos, gente ruim que não se importa com o sofrimento do próximo, passei a ver que existe sim MUITA gente boa aqui nesse mundo. É que nem naquele trecho da música Espatódea do Nando Reis: Não sei o quanto o mundo é bom, mas ele está melhor desde que você chegou e explicou o mundo pra mim". "Ela me trouxe mais leveza!" "Hoje eu quero muito que o mundo seja melhor para ela, e isso tem que começar pelas minhas atitudes em relação ao mundo.

Eu penso que cada gesto meu de gentileza vai afetar outra pessoa de forma positiva e essa pessoa vai, provavelmente, ter outro gesto bom com outra pessoa. Quero muito e acredito no poder do 'Gentileza gera gentileza', e hoje em dia eu acredito novamente nas pessoas, pois a maioria delas é muito boa. É uma minoria que faz coisas ruins e más.

O que acontece é que todo mundo anda muito triste, estressado e sem fé, mas cada dia mais a gente pode fazer um gesto e mudar um pouco o dia de outro ser. Cada dia a gente pode tomar pequenas atitudes que acarretará em algo bom pra alguém. É como uma bola de neve, só que de coisas boas!"

"Todos esses sentimentos e mudanças só aconteceram por causa dela!"


O Herick é pai da Eva. Eva fez 1 aninho:

"O nascimento é a explosão. Ali sua vida não é mais sua... Sua vida pertence a ele ou ela. No meu caso, uma menina, mais meiga e delicada! Você perde um pouco da brutalidade. Fica mais sensível, cuidadoso, carinhoso!"

"As mudanças são muitas! Mas a principal é o valor que você dá a sua vida em prol do seu filho e a garra para trabalhar e assim poder dar uma vida saudável para ele(a)."

"Tem a questão da educação, você revê conceitos já inseridos na sua mente e muda muita coisa também!"

"É isso... Acho que a frase é essa: Sua vida deixa de ser sua!"


Quando comecei a fazer essa pergunta aos meus amigos para escrever este texto, não sabia que também estava entrando neste mundo. Uma semana depois descobri que estava grávida! No final, conversar com cada um me serviu também de aprendizado. Absorvi cada palavra e pensei muito em cada questão. Mas hoje, eu posso dizer com toda certeza, que mesmo ouvindo atentamente, eu só estou descobrindo o que é estar grávida, estando! Só agora sei o que é gerar uma outra pessoa. Ninguém nunca me contou os pequenos detalhes e tenho certeza que só irei descobri o que é ter uma criança sobre meus cuidados no dia em que o meu bebê chegar. Por mais que eu tenha cuidado dos filhos dos outros ou por mais que todo mundo nos conte, a vida a gente aprende vivendo! E a gente só aprende a ser mãe e pai sendo!

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